Inteligência Artificial na Medicina | Growfree Med
Por que a Governança ainda depende (e sempre dependerá) do Capital Humano?
Dra Esmaela Corrêa
3/6/20261 min read


O Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de dar um passo histórico. Com a publicação da Resolução nº 2.454/2026, a Inteligência Artificial (IA) passa a ser oficialmente normatizada como ferramenta de apoio à decisão clínica, gestão e pesquisa em todo o Brasil. Dessa forma, a implementação da IA na medicina, transcende a evolução tecnológica para se configurar como um desafio crítico de governança em saúde.
Sob a ótica da gestão estratégica e da ciência, a eficácia dessas ferramentas está intrinsecamente vinculada à robustez dos processos. Isso exige que a gestão atue na arquitetura de protocolos fundamentados em diretrizes clínicas validadas, capazes de distinguir as jornadas assistenciais entre a equidade necessária ao SUS e a eficiência de desfechos demandada pelo setor privado.
Apesar do potencial analítico disruptivo da IA, a tecnologia carece de contexto e responsabilidade ética, o que torna o capital humano o pilar central da governança em Health. A sustentabilidade desse modelo depende de profissionais capacitados para a validação crítica de outputs baseada em evidências, mitigação de riscos regulatórios e a necessária humanização dos algoritmos para potencializar o olhar clínico.
Portanto, a integração da IA sem o investimento em literacia digital representa um equívoco de gestão. Sob essa ótica, é imperativo que a excelência na saúde permaneça uma construção humana; a tecnologia deve atuar como suporte, garantindo que a autonomia médica seja exercida sobre uma base sólida de integridade processual e conhecimento técnico.
